Tribunal Regional do Trabalho


TRT-8ª Região: mais tempo para se preparar 08/06/2010
Os interessados no concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região poderão se preparar com mais calma para a seleção. Ainda não há previsão de lançamento do edital, nem foi divulgada a organizadora do concurso. Por conta da greve nacional do TRT, os preparativos do concurso estão paralisados. A presidente do TRT-8ª Região, Francisca Formigosa, não pôde dar entrevista à FOLHA DIRIGIDA pois encontra-se em constantes reuniões com o sindicato.
De acordo com a assessoria do tribunal, é intenção do TRT-8ª Região realizar o concurso o quanto antes, pois já não há mais cadastro de reserva de funcionários para suprir a carência de servidores no órgão. Apesar dessa necessidade, a própria assessoria afirma que o processo de organização não está sendo cumprido conforme o planejado, por causa da atenção que a atual greve demanda.
O concurso é esperado desde a aprovação do Projeto de Lei nº 5.544/09, que prevê a criação de 158 cargos efetivos, sendo 80 para analistas judiciários, de nível superior, e 78 para técnicos judiciários, nível médio, e mais 125 funções comissionadas. Atualmente, a remuneração inicial para técnico judiciário é de R$2.662,06 e para analista, R$4.367,68.
Ambos os cargos proporcionam a Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ), que corresponde a 50% do valor dos vencimentos.
Último concurso - O último processo seletivo para o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região foi realizado em 2004, para cargos de níveis médio e superior. Foram abertas 29 vagas, sendo 15 oportunidades para técnico (nível médio) e as demais para analista judiciário (superior). A carga horária era de 40 horas semanais e as remunerações iniciais eram de R$1.777,03, para técnico, e R$2.968, para analista, além de benefícios.
Os candidatos a analista judiciário puderam optar pelas áreas Judiciária, reservada aos formados em Direito, e Administrativa, aberta a qualquer especialidade. No caso de técnico judiciário, as áreas foram Administrativa e Serviços Gerais, sendo que essa última exigiu carteira de habilitação na categoria D ou E.
Organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), o concurso contou com prova objetiva com 30 questões de Conhecimentos Gerais e 30 de Específicos. Para serem aprovados os participantes tiveram que obter 200 pontos (para analista judiciário) e 150 pontos (técnico). Para técnico judiciário da área de serviços gerais, com especialização em segurança e transporte, a seleção incluiu ainda duas avaliações práticas, de capacidade física e direção veicular. O concurso teve dois anos de validade e foi prorrogado pelo mesmo período.

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